quarta-feira, 26 de março de 2014

A vida começa aos 40

> Benildo (ao centro), Franco (esquerda) e
Pablo Perini (direita) 
em meio aos vinhedos
sustentados por estruturas em forma de “Y”, 

um diferencial da vinícola do Vale Trentino
A Vinícola Perini consagra aquela campanha posta no ar há alguns anos com o mantra “a vida começa aos 40”. A empresa alcançou a maturidade ao romper a barreira das quatro décadas de vida. Tudo começou em 1876, com a chegada do imigrante Giuseppe Perini ao interior de Farroupilha, em um local hoje conhecido como Vale Trentino. Ele trouxe consigo a arte de transformar uva em vinho e a prática de produzir cerveja como complemento alimentar.

A lenda da família conta que Giuseppe Perini acreditava que a benção do Santo Anjo da Guarda, trazido da Itália, daria um sabor especial às uvas que cultivava. A crença, verdadeira ou não, ganha contornos de realidade, na medida do sucesso alcançado pela Vinícola Perini, fundada há 43 safras, com a experiência de quatro gerações da família no cultivo de uvas.

A produção vinícola começou, efetivamente, em 1928, pelas mãos de João Perini. Seu filho único, Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa. A saga começou com uma justa homenagem. A primeira marca de vinho engarrafado pela empresa foi Jota Pe, uma alusão direta a João Perini.

A partir daí, a Vinícola Perini só cresceu. A vocação familiar seguiu com a entrada dos filhos Franco e Pablo no negócio. O primeiro, responsável pela notável expansão comercial. O segundo, pelo marketing da empresa, harmonizando tradição e modernidade com muita criatividade. A matriarca Maria do Carmo também sempre manteve-se envolvida diretamente na vinícola, reforçando a máxima de que por trás de um grande homem existe uma grande mulher. Neste caso, por trás de três Perinis, está a dona Maria do Carmo.

Há cerca de oito anos, Benildo Perini teve a ousadia e a humildade de procurar a consultoria do consagrado enólogo chileno Mario Geisse. “Mudou a nossa vida”, confessa. “O Mario nos trouxe informações e cuidados com os detalhes que fazem toda a diferença. E isso transformou os produtos derivados de uva que elaboramos”, afirma.

A consagração deste trabalho chegou em 2013 – o grande ano da Perini até aqui. Na 21ª Avaliação Nacional de Vinhos, o Oscar da vitivinicultura brasileira, a Perini foi a grande campeã da disputa de taças com 16 amostras selecionadas entre as 30% mais representativas do Brasil na safra 2013. A conquista não surgiu do acaso. Em 2012, a Perini já havia beliscado o topo do ranking, ficando em 2º lugar.
> Linha de cervejas Matarelo tem quatro estilos:
American Lager, 
Weiss, Red Vienna Lager
e Munich Dunkel 

Foi também no ano passado que o rótulo ícone da empresa – o vinho tinto Perini Qu4tro 2009 – conquistou o Top Ten da Expovinis 2013, a maior feira de vinhos da América Latina. Em 2013, a vinícola ainda recebeu o Troféu Saca-Rolhas – o prêmio máximo concedido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) –  como a melhor Empresa de Grande Porte do ano. O reconhecimento em imagem é acompanhado pelos números. A vinícola do Vale Trentino fechou o período com um crescimento real de 25%, mais do que o dobro da média alcançada por outras empresas do setor vitivinícola nacional.

Do vinho à cerveja
Agora, a ousadia e a inovação que marcam a Vinícola Perini suscita mais uma novidade: o lançamento de uma linha de cervejas especiais. A Matarelo – nome inspirado na cidade da região do Trento de onde vieram os antepassados da família Perini da Itália – acaba de chegar ao mercado. É a primeira vez que uma vinícola ingressa no emergente mercado de cervejas Premium, especiais e artesanais. 


Conhecida pela sua elegância nos vinhos e a ótima relação custo-benefício, a Perini avança Brasil afora conquistando as taças dos consumidores mais exigentes. Sob a proteção do Santo Anjo da Guarda, o guardião do vale onde Giuseppe Perini se instalou há quase 130 anos, a empresa está somente no início de uma trilha de sucesso. Aos 40 e poucos anos.

Em tempo: Esta matéria foi publicada originalmente na Revista Bá, edição de março/abril de 2014.

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