segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Aracuri, uma das boas novidades de 2013

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relações custo-benefícios do Brasil
A Aracuri, uma jovem vinícola de uma nova região produtora de vinhos no Brasil, é uma das boas novidades de 2013. Conheci seus rótulos há dois anos, em mais um projeto imagem realizado pelo Ibravin. A proposta, na ocasião, era realizar degustações temáticas com as cantinas brasileiras. A Aracuri mostrou seus rótulos na Vinícola Almaúnica, no Vale dos Vinhedos, ao lado de outras empresas até então desconhecidas por mim, mas que imediatamente despertaram meu interesse – a Don Bonifácio, de Caxias do Sul, e a Vinícola Calza, de Monte Belo do Sul.  

Passados mais de 24 meses, dá pra decretar que a Aracuri veio para ficar e, mais e melhor, que está em pleno processo de evolução. E isso que o projeto é jovem, com apenas oito anos de vida. Nasceu do amor pelos vinhos de seus dois proprietários Henrique Aliprandini e João Meyer, tradicionais produtores de maçãs, que investem desde 2005 na elaboração de vinhos diferenciados a partir de vinhedos cultivados na cidade de Muitos Capões, nos Campos de Cima da Serra, com a tipicidade de um terroir recentemente descoberto.  “Estudos da Embrapa Uva e Vinho mostraram que as características climáticas e de solo do município são comparáveis as de Bordeaux, na França. Por isso decidimos cultivar uvas europeias em 10 hectares incrustados em nossa área de produção de maçãs”, contam os empresários.

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A implantação do primeiro vinhedo com a variedade Cabernet Sauvignon ocorreu em 2005. No ano seguinte, a Merlot foi inserida e, em 2008, foram plantadas as brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc. Em 2009, veio a Pinot Noir. O solo onde foram implantados os vinhedos é profundo, bem drenado e com baixa fertilidade. O clima frio e a altitude elevada, de 960 metros, proporcionam uma maturação lenta das uvas, colhidas manualmente. O resultado traz vinhos de coloração e aromas intensos, com acidez equilibrada e corpo elegante.

“Elaborar vinhos com a expressão máxima do terroir dos Campos de Cima da Serra. Esta é a missão da Aracuri”, resumiu a enóloga Paula Guerra Schenato, na Confraria Bom Vin, em degustação conduzida no último dia 16 de janeiro, na Sommelier Vinhos, em Porto Alegre. Por isso, o batismo do novo rótulo não poderia ser mais apropriado: Aracuri é uma referência à reserva ecológica que fica em Muitos Capões, criada com o objetivo de preservar o papagaio da espécie Charão, seu símbolo. “O fato de usarmos o nome da reserva reflete o que pretendemos com nossos vinhos, ou seja, preservar as características típicas do terroir”, revelam Aliprandini e Meyer.
> Henrique Aliprandini e João Meyer

Para os proprietários da Aracuri, o vinho é uma expressão sofisticada da flora, que nos dá as uvas. E fazer uma referência direta à fauna remete aos ideais de beleza e de equilíbrio contidas na natureza. “Assim criamos uma identidade forte com o terroir em que estamos inseridos”, disse Paula Schenato, que está na empresa desde o início deste ano.

O Aracuri Collector Cabernet Sauvignon é a estrela da empresa, hoje na segunda safra, de 2009. Neste ano, o vinho conquistou a Medalha Grande Ouro na 10ª edição do Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados do Brasil, realizado sob a chancela do Concours Mondial de Bruxelles, em Florianópolis (SC). Já o Collector 2008 recebeu Menção Honrosa no International Wine Challenge, em 2012. É um vinhaço, na faixa dos R$ 55. “O Aracuri Collector Cabernet Sauvignon é o maior diferencial e líder de vendas de nossa vinícola no momento”, apontam os executivos. “Podemos dizer que é um ícone da região dos Campos de Cima da Serra”, observou Paula Schenato.

Atualmente, a Aracuri comercializa nove rótulos exclusivamente para restaurantes, lojas especializadas e hotéis. O portfólio da jovem empresa inclui ainda os rótulos Aracuri Cabernet Sauvignon, Aracuri Cabernet/Merlot, Aracuri Merlot, Aracuri Pinot Noir, Aracuri Chardonnay, o Aracuri Sauvignon Blanc e o espumante Aracuri Brut Chardonnay Charmat 2011. Na linha de entrada, destaque para o vinho Campos Altos 2010, um Cabernet Sauvignon sem madeira, em garrafa com menos vidro e fechamento screw cap (tampa de rosca).

> A enóloga Paula Schenato
Esses vinhos singulares, até agora comercializados no mercado regional do Rio Grande do Sul, começam a ganhar espaço nas adegas de todo o Brasil, sobretudo do Rio de Janeiro, em Florianópolis, em Minas Gerais, Brasília e São Paulo. Novos contatos começaram a ser feitos em 2013 para levar a Aracuri para outros estados do país.

Na Confraria Bom Vin, Paula Schenato disse que a Aracuri prepara, para 2014, o lançamento de um vinho estilo Amarone, o Aracuri Collector Merlot 2012, e os espumantes Aracuri Collector Brut Pinot Noir Champenoise, da variedades branco e rosé, da safra de 2013. 

“Cada novidade será apresentada ao público nos próximos meses, em eventos especializados, que reúnem experts e consumidores para que, além de comercializar os vinhos, nossa marca amplie seu prestígio em nível nacional e internacional”, anunciou Paula Schenato.

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