sábado, 14 de setembro de 2013

Um dos homens mais ricos do Brasil, Jorge Gerdau tem só um vinho em sua adega: o ícone Almaviva

> Jorge Gerdau: o homem de um vinho só!
Dono de uma fortuna de quase R$ 2 bilhões, que o coloca entre os 50 homens mais ricos do Brasil no ranking da revista Forbes, Jorge Gerdau Johannpeter, 76 anos, poderia ter uma adega recheada com os melhores e mais caros vinhos do mundo.

Mas, pasmem!, ele tem apenas um único e solitário rótulo. Gerdau, eleito este ano como o empresário de melhor reputação no Brasil pela revista Exame, é fã incondicional do ícone chileno Almaviva, vinho elaborado a partir de uma joint venture entre a vinícola francesa Mouton Rothschild, de Pauillac, em Bordeaux, e a chilena Concha y Toro, de Puente Alto, no Vale do Maipo, ao sul de Santiago.

Todos os convidados de sua casa no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre (RS), são sempre (bem) servidos com taças contendo o tinto Almaviva. Não importa se o menu contém peixe, carne ou sopa. Não há escolha. Aliás, é possível optar pela safra deste vinho mítico, cujo valor está ao redor de R$ 500 no Brasil, nas safras mais recentes.

Elaborado a partir de um assemblage entre as uvas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc, além de Merlot em algumas safras (como em 2009), com passagem variável por barricas de carvalho francês, o Almaviva é um vinho clássico europeu, com o melhor do Novo Mundo. A primeira safra, de 1996, foi lançada em 1998.


> Na casa de um dos homens mais ricos do Brasil, só é possível escolher a safra,
porque o vinho é sempre 
o ícone franco-chileno Almaviva
Além de seu gosto pessoal por este vinho, Gerdau tem um motivo prático para ter um só rótulo na sua adega. Integrante da quarta geração da família gaúcha que dirige o Grupo Gerdau (fundado, em 1901, pelo bisavô alemão), a maior empresa privada de siderurgia no Brasil, o empresário é ainda um dos principais consultores da presidenta Dilma Rousseff. Ou seja, seu tempo é exíguo. O que, conforme Gerdau, o impede de estudar mais sobre vinhos e, portanto, se tornar um enófilo dedicado.

Quem gosta de vinho sabe que a paixão pela Bebida de Baco exige duas coisas, nesta ordem: tempo para estudar (viajar e degustar) e, claro, dinheiro. Pois capital não falta para Gerdau; o que lhe falta é tempo, e talvez dedicação ao mundo do vinho. Afinal, suas tarefas como empresário e consultor da mulher mais poderosa do país não devem mesmo deixar lacunas na sua agenda. Nem para o prazer de garimpar bons vinhos dos lugares mais diferentes do mundo. Imagina para organizar uma boa adega.

É por esta razão que Gerdau adotou uma solução prática para administrar a sua adega particular – a escolha de um só rótulo – icônico, sim – com a diversidade de suas safras. É, sem dúvida, uma das decisões mais inusitadas do mundo do vinho.

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