terça-feira, 16 de outubro de 2012

10 perguntas para a sommelier Deise Novakoski

>Deise Novakoski é considerada a 1ª sommelière do País
A paulista mais carioca do Brasil, Deise Novakoski é considerada a primeira sommelière do País. Formada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), atualmente exerce a função no restaurante Eça, no Rio de Janeiro, é coordenadora de conteúdo da pós-graduação Vinho e Cultura da Universidade Candido Mendes e é titular da coluna “Três doses acima”, publicada semanalmente no suplemento Rio Show do jornal O Globo.

Deise  é conhecida nacionalmente por ter sido apresentadora do quadro Líquido e Certo e do programa Menu Confiança, ambos no canal GNT. Seu conhecimento em vinhos nacionais e importados soma mais de 20 anos, com milhares de rótulos degustados.

Aproveitando todo este seu conhecimento, pedimos para Deise Novakoski indicar 10 rótulos brasileiros com bom custo-benefício, que os leitores não podem deixar de degustar. “Não costumo usar esta equação custo x beneficio. Penso em custo x qualidade. Porque benefício todos os rótulos nos dão, pois sempre se aprende degustando vinhos”, observa.


Deise também considera uma proeza indicar só 10 vinhos e espumantes brasileiros. Por isso propôs uma nova fórmula. “Esta é a minha caixa ideal com 12 garrafas de vinhos brasileiros, com dois rótulos bonificados”, diz ela.

Confira, então, a imperdível lista de uma das sommeliers que mais conhece vinhos no Brasil. Nossa recomendação é simples e direta: anote e compre. Veja, abaixo, o nosso bate-papo com ela:

Por onde uma pessoa que nunca tomou vinho deve começar?
Deise Novakoski: Pelo país que considerar mais simpático ou com o qual tenha alguma identidade afetiva.

O que é mais importante saber antes de entrar no mundo do vinho?
DN: Que existem vinhos para todos os tipos de gente, comida, ocasião, condição financeira e estofo cultural.

O que um consumidor de vinhos deve fazer para encontrar novidades que aumentem seu prazer com a bebida de Baco?
DN: Não ter ideias pré- concebidas em livros, mas sim curiosidade provocada pela boca.

A harmonização do vinho é importante? Por quê?
DN: Harmonizar é promover o encontro, por contraste ou proximidade, entre as características de um vinho com as características de um alimento, esse encontro gerará uma terceira identidade, na qual alimentos e bebida se fundem, sem perder suas características. Não é simples fazer isso acontecer. Mas é divertido tentar.

Como escolher o melhor vinho para cada tipo de refeição?
DN: Usando os mesmos critérios que se usa para adequar (combinar) tipos de roupa, perfume, sapato e que tais para determinadas situações. Ou seja: bom gosto, e conhecimento dos elementos envolvidos.

Qual a sua opinião sobre os vinhos brasileiros?
DN: Essa pergunta daria um livro. Mas pode me colocar do lado dos que são simpáticos a eles.

Os espumantes são o que o Brasil faz de melhor mesmo? Por quê?
DN: Até agora é o que a historia vem mostrando. Mais não sabemos porque ainda não foi investigado, mas creio que temos ótimas promessas no ar.

Recentemente, você degustou mais de 160 rótulos brasileiros. Como foi isso? Teve boas surpresas?
DN: Mas não se esqueça que foram 160 rótulos em um só dia, tá? Isso me deu um panorama muito interessante, como eu já disse daria um livro. Mas, sim, tive ótimas boas e pequenas surpresas!

É possível encontrar vinhos bons e baratos? Até R$ 30?
DN: Muitos.

A diferença de qualidade entre vinhos caros, acima de R$ 500, é realmente perceptível pelos consumidores comuns? 
DN: Não mesmo!!!

OS 14 VINHOS BRASILEIROS INDICADOS POR DEISE

ð  Espumante Brut Bodega Copetti & Czarnobay
ð  Espumante Valduga Reserva Brut 2009
ð  Gewurztraminer Almadén 2011
ð  Viognier 2010 Vinicola Kranz
ð  Miolo Reserva Viognier 2010
ð  Dal Pizzol Pinot Noir 2010
ð  Angheben Pinot Noir 2010
ð  Pizzato merlot DNA Single Vineyards 2005
ð  Estrada Real Syrah 2010
ð  Aracuri Collection Cabernet Sauvignon 2008
ð  Campos de Cima Ruby Cabernet 2008
ð  Bodegas Calza Tannat 2008
ð  Aquarela Moscatel Rosé Casa Perini
ð  Espumante Garibaldi Moscatel



Em tempo: Esta breve entrevista foi publicada na revista da Unimed, edição de dezembro de 2011; e na revista Bares & Restaurantes, da Abrasel, edição de abril e maio de 2012.

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