terça-feira, 10 de junho de 2014

Avant première: Dado Bier lança IPA em chope

> Novidade está disponível em chope na capital gaúcha
O estilo de cerveja mais vendido nos Estados Unidos já pode ser degustado em formato de chope em Porto Alegre. A Dado Bier IPA (India Pale Ale) é a nova bebida da primeira microcervejaria do Brasil. Tem coloração dourada profunda, amargor acentuado e aroma marcante. Ela é produzida com lúpulos americanos Chinook e Cascade, que dão características florais e de frutas, como o maracujá.

A novidade, com 6% de teor alcoólico, já pode ser apreciada nos restaurantes da Dado Bier na capital gaúcha nos shoppings Bourbon Country, Bourbon Wallig, Praia de Belas e nos pubs do Moinhos de Vento e Bela Vista. A comercialização da Dado Bier IPA em garrafa será comercializada a partir do segundo semestre. Com este lançamento, a Dado Bier passa a ter nove cervejas artesanais.

Pratas da casa
> Medalha de prata no South Beer Cup
Duas delas,  a Dado Bier Red Ale e a Dado Bier Royal Black, acabam de receber medalha de prata em suas categorias na “Libertadores da Cerveja, que ocorreu em Belo Horizonte. O South Beer Cup é um concurso que premia anualmente as melhores cervejas artesanais da América do Sul e, nessa edição, foram 85 cervejarias de oito países concorrendo nas 40 categorias. As duas bebidas estão prestes a completar 10 anos de mercado.

A Red Ale foi a primeira criação do mestre cervejeiro Carlos Bolzan na Dado Bier. Com 5,3% de álcool, é do tipo Irish Red Ale e possui coloração avermelhada. 
Já a Royal Black é uma cerveja do tipo Bock que carrega notas de malte torrado e café, apresenta teor alcoólico de 5,5% e é elaborada com um blend de maltes importados (entre eles, Munique e Viena).

A Dado Bier é a primeira microcervejaria do Brasil. Fundada em 1995, é referência em alta gastronomia e pioneira na fabricação de cervejas especiais. É a primeira no país a seguir o Reinheitsgebot, o Decreto de Pureza da Baviera, criado em 1516, para disciplinar a produção cervejeira na Alemanha.

sábado, 7 de junho de 2014

Dog Beer, uma cerveja boa pra cachorro

> Cacau agora pode me acompanhar com a sua Dog Beer
O ar de inveja da Cacau (minha Chow-Chow de sete anos) está com os dias contados. Toda vez que apanho uma cerveja, ela fica me olhando com cara de “eu também quero”. Confesso já ter dado uns golinhos pra ela, que adorou. Pois agora acaba de ser lançada uma cerveja exclusiva para cães, a Dog Beer. A garrafa de 355ml da Owens-Illinois (O-I), maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, é semelhante as embalagens de cerveja tradicional para bebedores como eu e você.

> Sabor carne, claro, e sem álcool
“A Dog Beer é uma inovação por se tratar do primeiro petisco líquido em toda a América do Sul”, explica Alexandre Cardoso, gerente da categoria cervejas da Owens-Illinois, que fica em Ohio, nos Estados Unidos. “Temos experiência em trabalhar com microcervejarias e empreendedores que estão investindo em novidades no mercado”, completa.

A fórmula da cerveja boa pra cachorro foi criada por um grupo formado por veterinários e mestres cervejeiros após três anos de estudos. O desafio era elaborar uma bebida rica em nutrientes, como sais minerais, aminoácidos e vitaminas do complexo B, que fosse similar à cerveja consumida pelas pessoas. Mas, claro, com sabor carne e sem álcool. 

Na produção foram usados apenas dois tanques, enquanto nas cervejas tradicionais são utilizados quatro. O processo é interrompido no segundo tanque para evitar a fermentação do produto, evitando a adição de CO2. É aí que é colocado o extrato de carne, principal ingrediente da Dog Beer, relata o engenheiro químico José Gonçalves Antunes, chefe da equipe que desenvolveu a breja.

Este produto inédito foi feito com o acompanhamento do Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas do Senai do Rio de Janeiro, único polo de formação de mestres cervejeiros da América Latina.

A Dog Beer está à venda nas melhores pet-shops, empórios, supermercados e lojas de conveniência com preço médio de R$ 9,90. A empresa planeja o lançamento da Cat Beer, numa nova garrafa também exclusiva da O-I, para os gatos.

Realmente, não há o que não haja no robusto mercado pets, cujo crescimento parece não ter fim.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Polícia italiana apreende 30 mil garrafas de vinhos falsificados na Toscana

> Região do Chianti Clássico é uma das atingidas pelos falsários
Não é só o Brasil que sofre com adulterações nos vinhos. A Itália, maior produtor de vinhos do planeta, tenta digerir um escândalo de proporções mundiais que atinge alguns dos seus mais prestigiados rótulos. Na última sexta-feira (30/05), a polícia italiana apreendeu aproximadamente 30 mil garrafas de vinhos baratos falsamente rotulados como Brunello di Montalcino, Chianti Clássico e outros produtos de alta qualidade. A suspeita é que as garrafas tenham sido exportadas para todo o mundo. 

O flagrante ocorreu em vinícolas, lojas, restaurantes, bares e supermercados na região da  Toscana, no centro do país da bota. O Ministério da Agricultura da Itália ainda investiga a fraude constatada pela unidade anticorrupção do governo. A polícia suspeita que seis empresas estejam envolvidas na atividade ilegal, mas seus nomes não foram divulgados. Com uma garrafa de Brunello ao preço médio de R$ 95, o crime soma em torno de R$ 3 milhões.  

Alguns vinhos foram rotulados de forma pirata como Bocelli, a conhecida vinícola toscana do cantor de ópera Andrea Bocelli. A adulteração rendeu um valor 10 vezes maior para os falsários. A  associação que representa os vinhos Brunello di Montalcino condenou veementemente o delito. O alerta às autoridades foi dado por consumidores, que desconfiaram da qualidade dos vinhos. 

> Suspeita de fraude abala adegas italianas
O ministro da Agricultura italiano, Maurizio Martina, elogiou o trabalho da polícia e declarou: “Temos de continuar a trabalhar com o máximo de atenção para defender a nossa produção de falsificações, que danificam a marca Made in Italy”, disse ele em um comunicado.  O ministério informou que tem realizado cerca de 6 mil testes em vinhos nas vinícolas e no comércio, procurando coibir a falsificação de rótulos italianos.  

“Embora a investigação ainda esteja em andamento, eu diria que os produtores e toda a área de Montalcino são vítimas de uma grave fraude, mas que não deve deixar uma sombra sobre a nossa DOCG”, reagiu o presidente do Brunello di Montalcino Consorzio, Fabrizio Bindocci. “Como qualquer grande marca internacional, somos alvos naturais para os falsificadores. Somos gratos às autoridades, que têm sido capazes de descobrir este comportamento criminoso que fere a nossa indústria”, completou. 

> Brunello di Montalcino é uma das áreas afetadas pelo mais recente escândalo de falsificação na Itália
A região do Chianti Clássico é a “zona de origem” produtora de vinho mais antiga da Itália, delimitada por um decreto ministerial em 1932. Fica delimitada ao norte pela cidade de Florença, a leste pelas montanhas de Chianti, ao sul por Siena e a oeste pelos vales de Pesa e Elsa.As exportações italianas de vinho bateram a marca de 5 bilhões de euros (o equivalente a mais de R$ 15 bilhões) em 2013. 

Os principais mercados são Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. No Brasil, a Itália é o terceiro país preferidos pelos consumidores de vinhos. Do total de vinhos italianos elaborados no ano passado, 40% são provenientes de 331 vinícolas responsáveis por vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) e de 59 vinícolas DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida). Outros 30% vem de 118 vinícolas IGT (Indicação Geográfica Típica) e os 30% restantes são de vinho de mesa.

Veja este vídeo com imagens da apreensão dos rótulos falsificados na Itália. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Conheça os segredos da vinícola brasileira que bateu todos os recordes de vendas ao exterior

> Vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos, lidera ranking brasileiro de exportação de vinhos finos há sete anos

O ano não chegou nem na sua metade, a Copa ainda não começou e a Vinícola Miolo já alcançou o valor exportado em 2013. Mais do que isso, bateu o recorde histórico de vendas de vinhos ao exterior. Foram comercializadas 100 mil caixas de vinhos nos primeiros quatro meses do ano. A marca anterior era do já distante ano de 2008, com 98 mil unidades. O número de agora é muito superior as 60 mil caixas embarcadas pela Miolo durante todo o ano de 2013. O faturamento, com isso, foi de US$ 1,8 milhão até abril, maior do que os 12 meses do ano passado! A expectativa de fechamento do semestre é de um faturamento de US$ 2,5 milhões. Para o ano, a expectativa é chegar, no mínimo, aos US$ 3 milhões.

Segredos
A realização da Copa do Mundo este ano no Brasil e das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 não são o principal motivo deste “boom” da Miolo no mercado externo. “Teve alguma influência positiva, sim, mas não é a razão crucial do nosso crescimento”, avalia a gerente de exportação da empresa para Américas e Ásia, Morgana Miolo. Ela explica que os embarques do mês de maio, por exemplo, que só vão chegar nos seus destinos após a Copa do Mundo, foram muito positivos, elevando o faturamento a algo próximo aos US$ 2,2 milhões nos primeiros cinco meses do ano. “Nossas exportações têm crescido bastante pela escolha que fizemos dos nossos importadores, boa parte deles players de mercado, que acreditaram no vinho brasileiro e no trabalho de qualidade da Miolo”, destaca.

> Morgana Miolo revela os segredos de como
exportar cada vez mais
Uma prova é que o país líder na compra de vinhos da vinícola gaúcha este ano é a Bélgica, que até o ano passado não aparecia no ranking dos 10 principais destinos da Miolo. “Conquistamos um novo importador que, em poucos meses, tomou o 1º lugar da Inglaterra, que há anos sempre foi nosso principal país comprador”, revela. O incremento nas vendas na Alemanha também teve um salto este ano, assim como o Japão. No país dos craques Ozil, Podolski, Muller e Klose, a Miolo passou a estar presente, com força germânica, nas redes Netto e Khaufhof. No país do sol nascente, a vinícola tem dois importadores. “Nos últimos seis anos, sempre exportamos em paletes, onde cabem 120 caixas em média, e desde o ano passado já mandamos 10 contêineres, em geral com 1.200 caixas”, exemplifica Morgana Miolo.

O esforço de uma década no mercado internacional trouxe ainda, a partir do ano passado, a presença nas adegas de grandes redes mundiais como a Waitrose e Marks & Spencer, na Inglaterra; Delhaize, na Bélgica; Ahold Group, na Holanda; Isetan, no Japão; e Groupe Casino, na França. Uma novidade foi a entrada em empresas gigantes de de cruzeiros marítimos, como a Viking Line, que percorre o norte a Europa, sobretudo o trecho Helsinki-Estocolmo

Ao todo, os rótulos da Miolo Wine Group (MWG) podem ser encontrados em mais de 32 países, nos cinco continentes. Pelo sétimo ano consecutivo, a empresa segue na liderança brasileira na exportação de vinhos finos.

Wines of Brasil
> Vinhos brasileiros na Galeria Kaufhof em Berlim
Não é só a Miolo que vai bem no mercado externo em 2014. As demais vinícolas do Wines of Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), somaram uma exportação de US$ 5,75 milhões até abril deste ano, superior a meta do projeto para o ano, que era de US$ 5,5 milhões. O valor equivale a 4,5 vezes o total exportado de janeiro a abril do ano passado e supera em 6,6% o total exportado em todo o ano 2013. 

Para Roberta Baggio Pedreira, gerente do Wines of Brasil, a Copa ajudou a catalisar um processo de construção de imagem e aproximação comercial e dos vinhos finos brasileiros no Exterior que vem sendo realizado há 10 anos. “A realização dos grandes eventos esportivos serviu atrair a atenção do mundo para os produtos brasileiros, mas este desempenho só se concretizou porque temos vinhos a altura do que o mercado internacional exige e pelo trabalho de divulgação e de prospecção comercial realizado pelo projeto e pelas vinícolas até aqui”, explica a gestora. 

Outro dado comemorado é a qualificação do valor médio por garrafa exportada, que passou de US$ 3,32 para US$ 4,02, representando alta de 21%. “Não estamos nos posicionando nas categorias de entrada, nos quais países como Chile e Argentina, têm grande competitividade em função do grande volume e de menores custos de produção. O interesse maior dos compradores de vinhos brasileiros estão em vinhos de categoria intermediária, com bom custo-benefício”, observa Roberta. 

O resultado do Wines of Brasil foi muito influenciado pelo desempenho da Miolo. Tanto que os mercados compradores que se destacaram neste primeiro quadrimestre foram Reino Unido, que multiplicou em 29 vezes o valor importado do Brasil, a Bélgica, que registrou alta 51 vezes maior, a Alemanha, que incrementou o resultado em 6,5 vezes, a Holanda, com 99,5 vezes o montante do período anterior, e o Japão, que multiplicou o desempenho em 14 vezes. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vinícola Basso completa 40 anos com lançamentos de seis novos rótulos

> Vinícola Basso fica  no interior de Farroupilha, na Serra Gaúcha
A Vinícola Basso, de Farroupilha (RS), lançou muitas novidades para marcar seu aniversário de 40 anos recém completados. A empresa colocou no mercado seis novos vinhos finos  três espumantes, dois Brut e um Demi-Sec, além de três tintos varietais, das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Tempranillo. “Nossa vinícola aprimorou ao longo do tempo a elaboração de vinhos finos. Por essa razão, a concepção de novos rótulos é constante e atende ao desejo dos consumidores”, revela o diretor comercial da vinícola, Fabiano Basso.

> Espumante Monte
Paschoal Dedicato
O grande destaque é o espumante Brut Champenoise, da linha Dedicato, que, aliás, acaba de ficar entre os Top Five no 6º Salão Internacional de Vinhos de Vitória (Expovinhos). Provei o rótulo, que tal qual os melhores espumantes é elaborado com Chardonnay e Pinot Noir, durante a última Expovinis, em São Paulo. Fiquei impressionado com a complexidade e o frescor do espumante. O preço para este rótulo ícone da vinícola é convidativo: R$ 70. Muito competitivo e páreo duro para espumantes inclusive acima deste preço. A garrafa, ainda por cima, tem design único e o rótulo é lindo!

Entre os lançamentos, destaque para os vinhos varietais da linha Reserve. O meu preferido é o Tempranillo, mas o Monte Paschoal Reserve Cabernet acaba de ficar entre os melhores na categoria Vinho Tinto do Novo Mundo, também na Expovinhos. Os rótulos são leves e frutados, ideais para o dia a dia. Afinal, pesquisas comprovam que o consumo moderado de vinho – uma taça por dia  faz bem para a saúde!

As novidades da Basso e as premiações conquistadas demonstram a sintonia da vinícola com o paladar dos consumidores brasileiros. Além disso, são um reconhecimento incontestável ao trabalho técnico de qualidade desenvolvido na Basso, que há apenas sete anos lançou a sua linha de vinhos finos Monte Paschoal. A rápida evolução é reconhecida por todos. 

Fabiano Basso diz que atender aos anseios do mercado é justamente uma das metas mais arrojadas da empresa que, em 2015, projeta um faturamento de R$ 50 milhões. “Queremos ultrapassar em, no mínimo, 20% o resultado do ano passado em 2014. Sabemos que temos potencial para tanto porque nossos vinhos já conquistaram prestígio no mercado interno e externo”, destaca o executivo. Ao todo, a empresa contabiliza 50 premiações nacionais e internacionais nos últimos anos.
> ProWein: Maria Angélica Rech cuida da exportação

Hoje, seus vinhos estão presentes em quase todo o território nacional. E a maior parte dos mais de 8 milhões de litros comercializados pela empresa é consumida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

A Basso também é ativa no mercado externo, exportando para Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Noruega. O Japão deve ser o próprio destino dos rótulos da empresa. 

História
Vinda da Itália, no final do século XIX, a Família Basso aportou no Brasil trazendo consigo uma grande dose de esperança e algumas mudas de videiras. No local denominado Mato Perso, hoje município de Flores da Cunha, começou a produzir vinhos, prática cultivada com afinco por seus descendentes. Por volta de 1940, Hermindo Basso fundou a primeira vinícola da família, denominada na época Cantina Rural, que hoje constitui a Basso Vinhos e Espumantes.

Lançamentos de 2014

Linha Dedicato
-Espumante Brut Champenoise Dedicato

Linha Virtus
- Espumante Brut Virtus
- Espumante Demi-Sec Virtus

Linha Reserve
- Vinho Cabernet Sauvignon Reserve
- Vinho Merlot Reserve
- Vinho Tempranillo Reserve

domingo, 1 de junho de 2014

Ambev terá de provar ao Conar que edição especial da Brahma tem cevada da Granja Comary

Plantação de cevada da Brahma na Granja Comary, segundo a Ambev 
O jornalista e blogueiro Juca Kfouri tem fama de polêmico. No futebol. Foi algoz da CBF, em especial de Ricardo Teixeira, durante décadas. Sempre fiscalizou com rigor – e competência – os desmandos dos cartolas do futebol brasileiro. Agora, corajosamente, Juca Kfouri foi além das quatro linhas e ingressou num mercado igualmente gigantesco e cheio de interesses: o setor de bebidas. Em seu blog no UOL, Kfouri postou uma nota que atiçou todos os cervejeiros do país, o 17º que mais consome brejas no mundo, com 62 litros per capita.

Depois da avalanche de propagandas na TV, a maioria em horário nobre, sobre a edição especial da cerveja Brahma Granja Comary, que contava a história do plantio de cevada no local de treino da seleção brasileira, Kfouri relatou sua peregrinação, sem sucesso, durante dois dias e meio, em busca das plantações de cevada na região.

“Eu via na TV e, como gosto de uma cervejinha, tratei de procurar a plantação de cevada na Granja Comary. Tomei chuva hoje pela manhã, procurei, investiguei, perguntei aos companheiros se alguém tinha visto, pedi aos funcionários da Granja que me orientassem e a conclusão é desoladora: a tal cerveja especial anunciada não é feita com cevada da Granja Comary”, escreveu o jornalista no último dia 28 de maio. Veja o texto completo aqui.

Kfouri foi além: “Alguém me disse que nem com cevada é, mas não acreditei, porque na garrafa diz que tem cevada e eu sou um cara de boa-fé. Sim, também sei que a propaganda vive de metáforas, mas não precisava exagerar.”

> Técnico Luiz Felipe Scolari posou com enxada 
e tudo na lavoura de cevada na Granja Comary
Estas poucas e certeiras frases provocaram um terremoto na Ambev, segundo o próprio jornalista. A empresa teria recebido pedidos de indenização por parte de clientes e de devolução de mercadoria por parte de supermercados. Kfouri ironizou: “Definitivamente, o mundo perdeu o senso de humor e, cá entre nós, é rigorosamente desimportante saber de onde vem a cevada, a não ser como criação publicitária.”

Brincadeira ou não, a coisa ficou séria.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu investigação, a partir de denúncia de um consumidor que pede a comprovação da fonte do ingrediente. O processo, em que a Ambev deverá mostrar provas de que a informação veiculada em anúncios e no rótulo da embalagem é verdadeira, será julgado no próximo dia 5 de junho. A publicidade do produto poderá ser suspendida e a empresa terá de pagar multa, caso não comprove a origem anunciada da cevada.

Nada tão pesado quanto o amargo sabor da dúvida e da suspeita, levantada em tantas mesas de bar Brasil afora. Mesmo antes do Juca Kfouri abrir o debate nacional.

A Brahma nega as acusações e diz que o cultivo de cevada na Granja Comary pode ser comprovado por diversos documentos e fotos. A empresa garante que “a plantação aconteceu no período de reformas da Granja Comary. Foram 6 meses de plantação, com o plantio das sementes começando em meados de 2013 e colheita da cevada no começo de janeiro de 2014. O cereal foi beneficiado, transformado em malte e utilizado na produção da cerveja. Se hoje não há cevada na Granja Comary é justamente porque o cereal foi usado no lote limitado que já está à venda desde abril no Brasil inteiro.

Qualquer pessoa minimamente informada sobre o processo de produção de cerveja duvida da Ambev. Não que não tenha sido plantada cevada no local. A questão é que deve ter sido um cultivo em uma área infinitamente menor do que a necessária para abastecer milhares de garrafas vendidas no país todo – motivadas por uma robusta campanha publicitária. O que todos imaginam é que tenha sido uma plantação para servir de cenário – justamente para o comercial.

> Kit com cerveja e taça custa R$ 189,00
Provei a cerveja. Não tem nada demais. É um pilsen um pouco (bem pouco!) mais encorpada. Não vale os R$ 9,90 pela garrafa de 473ml. O kit especial, com apenas 2014 garrafas numeradas e assinadas pelo Felipão junto à taça exclusiva, custa R$ 189,00. A embalagem é muito bonita: a garrafa é de alumínio preta com detalhes em verde e amarelo, sem o tradicional vermelho usado pela Brahma, patrocinadora da Fifa.

O problema é o conteúdo. E, claro, a “falsa” propaganda. Seja qual for o resultado prático, o estrago de imagem está feito para a Brahma. É o que dá misturar duas paixões do brasileiro: cerveja e futebol. Com uma dose extra de presunção.


sábado, 31 de maio de 2014

Vivino: maior adega virtual de vinhos do mundo agora em português

O sonho de todo enófilo está disponível agora em português. Uma adega virtual com mais de 3,5 milhões de vinhos acessível a um clique no celular. Tudo que você precisa saber sobre um rótulo – produtor, região, safra, uvas, entre outras informações – está disponível no Vivino, o melhor e maior aplicativo de vinhos do mundo. O software, até a semana passada oferecido apenas em inglês, reconhece um vinho em segundos através da captação da imagem (scanner) do rótulo da garrafa por um smartphone

Apesar da barreira da língua, o aplicativo conquistou 550 mil usuários no Brasil. Seu sucesso por aqui é que motivou o lançamento da versão em português. A estimativa, agora, é dobrar este número até o final do ano. “O Brasil é um dos nossos três principais países em termos de usuários, e atingir mais de meio milhão de pessoas mesmo na versão em inglês já é uma grande conquista”, comemora o CEO e fundador do Vivino, o dinamarquês Heini Zachariassen. “A economia do Brasil está crescendo rapidamente e, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, os consumidores terão muitas razões para abrir uma garrafa de vinho”, acrescenta, explicando o investimento no mercado nacional.

O Vivino tem mais de 4 milhões de usuários e 50 milhões de consultas em todo o mundo. Seu alcance deve aumentar ainda mais com a oferta de outros quatro idiomas: espanhol, francês, italiano e alemão. Hoje, o banco de dados do aplicativo gratuito disponível para os sistemas Android e iPhone possui, por exemplo, 23 mil rótulos brasileiros, mais de 150 mil chilenos e 134 mil argentinos. “O Vivino é uma ferramenta ágil e ampla para aqueles que buscam saber quais vinhos as pessoas reais gostam e não o que os críticos de vinhos indicam, destaca Zachariassen.

Além de um imenso banco de dados, o Vivino opera como uma rede social. Seu layout cor de vinho é semelhante ao do Instagram. E a navegação é parecida com a do Facebook. Dá pra curtir e comentar os seus vinhos e de seus amigos. O funcionamento é simples e fácil. Basta o usuário abrir o aplicativo, se cadastrar pelo Face ou por e-mail, tirar uma foto do rótulo do vinho e receber, em segundos, todas as informações do produto.

A avaliação dos vinhos é uma das principais ferramentas dos enófilos. Isso porque cada rótulo da adega virtual do Vivino apresenta uma nota, advinda do cruzamento de pontos fornecidos pelos usuários que já consumiram o vinho. O sistema didático atua com a concessão de estrelas: 1 (Não gostei); 2 (Ok); 3 (Bom); 4 (Ótimo); e 5 (Sensacional). Através desta pontuação é que são feitos rankings dos vinhos preferidos pelos usuários.

A organização das imagens é pela ordem em que foram incluídas. Os vinhos ainda podem ser encontradas pelo filtro de “preço mais baixo”, “preço mais alto” e “melhor classificado”. Caso o programa não reconheça um rótulo, o Vivino insere o vinho em até dois dias. Ainda é possível adquirir a versão PRO por US$ 4,99 mensais, que permite criar e gerenciar sua adega virtual, classificando por preço e data de classificação. Também é possível adicionar notas.

Atualmente, estão inseridos no programa quase 150 mil vinícolas, 1.768 regiões produtoras de vinho, 55 países, 1.407 variedades de uvas, 1,5 milhão de avaliações, mais de 715 mil pontos de comércio e 659 mil vinhos com preços. Os vinhos franceses, espanhóis, italianos, norte-americanos, chilenos e argentinos são os mais procurados. Entre as variedades de uvas, as mais populares são Cabernet SauvignonChardonnayMerlot e Pinot Noir.

Entre os diferenciais do aplicativo está o tamanho de seu banco de dados – o maior do mundo on-line –, que permite melhores classificações e opiniões, obtidas através de uma base gigantesca de usuários do mundo todo. “A nossa dimensão nos permite ser muito mais rápidos e mais eficientes em combinar vinhos digitalizados para o nosso banco de dados. Ele oferece aos nossos usuários uma rede muito maior de classificações de amantes de vinho todos os dias em todo o mundo em questão de segundos”, explica o CEO.

Como tudo começou
O Vivino nasceu no ano de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, a partir de uma frustração de Heini Zachariassen. Amante das delícias de Baco, Zachariassen tinha dificuldades em encontrar informações sobre vinho. Com isso, surgiu a ideia de construir uma base de dados semelhante ao do IMDb Movies, maior site de cinema do mundo, uma espécie de “Google dos filmes”. Com a parceria de Theis Soendergaard, decidiu não apenas construir uma base de dados, mas uma ferramenta para auxiliar os amantes do vinho a obterem informações e compartilharem dados de forma rápida e fácil.

Em 2011 foi criada a sua versão beta e, em abril de 2012, o aplicativo chega ao mercado. “Nos últimos dois anos, a equipe Vivino tem sido focada em construir o melhor produto possível. Todo esse trabalho valeu a pena e nós criamos o primeiro aplicativo no mundo. Agora que temos um grande produto, queremos expandir nosso alcance através da oferta do produto em vários idiomas”, completa o executivo.



“O Vivino é uma ferramenta ágil e ampla para aqueles que buscam saber quais vinhos as pessoas reais gostam e não o que os críticos de vinhos indicam, diz Heini Zachariassen